Na breve introdução o autor relata uma reflexão do que é a escola, ou seja, uma repetição mecânica, isto é, resume o papel da escola (professor) a uma mera repetição do livro didático, ou seja, tudo já vem pronto o trabalho do professor fica resumido a repassar um conteúdo já determinado com perguntas e respostas prontas pois seu livro apresenta – se bastante completo e o dos alunos apresentam – se com perguntas logo abaixo, o trabalho do aluno resume – se em ir e vir ao texto buscar pelas respostas. Respostas estas que quando não encontrão – se nítidas nos texto é só o professor desenvolver e oferecer significados para aquilo que é perguntado.
[...]O livro didático está aberto na página 63, capítulo II, segunda unidade, sob título “Oque é a escola?” Nas páginas que se seguem, distribuem-se imagens etextos queentam responder à questão temática em pauta. A objetividade do texto é autenticada pela objetividade das imagens. Ao lado do item “a sala de aula”, o texto discorre sobre a geografia deste espaço, apresentando, entre outros
aspectos, a divisão entre o lugar do professor e o lugar do aluno, este o ponto partida para a explicação didática da topografia social da sala de aula, ao lado o texto no qual o conteúdo se desenrola, a fotografia do professor em pé, àfrente e ao centro da sala e os alunos sentados em fileiras numa postura que sugere atenção e ordem às determinações do espaço.A didática do livro didático é certeira eordeira. Introduz o conteúdo na forma de uma pergunta, desenvolve-o oferecendo respostas que fixam os significados para aquilo que se pergunta, encerra a lição com um questionário que retoma a questão inicial, exercita a memória do leitor/aluno para a formulação da resposta mais adequada à questão lançada e induz ao acerto a partir da repetição dos conceitos e significados que ele próprio, livro didático, consolida apartir do desenvolvimento dos seus conteúdos.
O leitor/aluno que manuseia o livro chega ao final das lições meio confuso.As idéias expostas sobre o que é a escola ainda estão embaralhadas em sua cabeça.Ele pega o lápis, apanha da sua memória para responder àquilo que o livro pergunta, e volta várias vezes ao texto e às imagens em busca da resposta certa. Oleitor/aluno sabe da emboscada que o espera no exemplar do livro didático do professor, lá perguntas e respostas estão prontas. Diferente do leitor/aluno oleitor/ professor forjado pelo livro didático não pergunta, nem responde, apenas imita as lições que já estão prontas no livro.Após as idas e vindas do conteúdo do livro à memória do leitor, a escola vai se firmando enquanto imagem e texto. Produzido pelo livro didático o leitor/aluno firma as suas certezas e segue rumo a uma trajetória de pensamento em que a educação se traduz como uma repetição mecânica entre perguntas erespostas prontas para a fixação de conteúdos.[..]
O autor problematiza ainda o paradoxo que emoldura a escola e a educação, configurada também pela gestão da vida para promover uma quebra nos raciocínios unívocos que buscam as explicações reducionistas para ambas.
[...] O passado e o futuro são partes fundamentais do presente, fazem do aqui-agora vivido nos nossos cotidianos, uma dinâmica existencial de produção de sentido para o que já se viveu e o que virá. [...]Ainda que a escola seja por excelência uma via de acesso ao saber científico, ela é, também, um espaço de convivência. Saberes e experiências vividas multiplicam as possibilidades de trânsito dos indivíduos nas relações de ensino-aprendizagem que tomam corpo no ambiente escolar.[..] A escola, assim como a educação, resulta da produção cultural humana. Realizam, no âmbito da cultura, os lugares e sentidos nos quais partilhamos práticas e saberes sociais.[..] É fundamental criar novos olhares para contemplar a complexidade dos contextos educativos sob da ótica de uma estética da vida, repleta de suas belezas e imperfeições; fecunda na produção das pequenas utopias que alimentam o sonho; da fantasia e do desejo que fertilizam o querer-viver aqui-e-agora; instável no meio dos estorvos e deleites que vive-se a cada encontro e a cada acontecimento protagonizado na escola. Enxergar a escola e a educação pela estética da vida realça os cotidianos escolares com os acasos que tiram do sério toda burocracia institucional e elege a graça como possibilidade de existir dentro e fora dos limites impostos pela dura ordem que rege o dia-a-dia, daqueles e daquelas que estão na escola fazendo educação, e na educação fazendo escola.[..] Escola e educação compõem o relevo instável do nosso tempo. Ainda estão implicadas na difícil tarefa da produção e circulação do conhecimento. Constituem as suas ações no duplo desafio da construção do conhecimento e da sociedade. Não basta nega-las pela crítica contundente das suas vicissitudes, talvez seja necessário interpreta-las sob as mais diferentes óticas, tentar compreender aquilo que faz e desfaz as suas possibilidades enquanto instâncias comprometidas com a produção da vida. Assumir o compromisso de colocar em questão velhas certezas que instituíram valores que hoje encontram-se defasados frente às crises sociais contemporâneas, encaram as dúvidas que nos assolam diante das questões que ainda hoje desassossegam nossas práticas e saberes pedagógicos. E assim, sob o signo da dúvida, que interrompe o nosso pensamento, sinalizando que princípios, valores e idéias com os quais fazemos os nossos discursos sobre a escola e a educação são provisórios, encarnar o erro e a verdade como uma face dupla de um mesmo jogo: o jogo dos sentidos.[..] o desafio que se coloca é repensar a série de papéis sociais e institucionais que se cristalizaram ao longo do tempo e que, de alguma forma, ainda prescrevem velhas receitas para problemas que, cada vez mais, se atualizam em complexidade e diversidade. Debater o legítimo e o ilegítimo na construção destes papéis, bem como redescobrir a beleza que é a vida na escola, na educação ou em qualquer lugar habitado pela presença humana é, também, uma busca sensível por novos modos de fazer educação na escola e na vida. [..]o humano é mais do que vivente, porque pode inscrever-se na memória das suas práticas e na ousadia de atravessar os tempos através de suas idéias. Assim são os imortais e, muitos deles, fizeram escola e educação e ainda o fazem, até hoje.[...]
O momento histórico da escola é marcado pela transformação social que ocorreu em diferentes momentos no contexto social.
Na atualidade, compreendemos que o aluno precisa ser o sujeito ativo, participante, comunicativo que faça do aprendizado com o educador uma troca de diálogo, há quem o diga ainda que os livros didáticos estejam ultrapassados, que não condizem mais com o contexto de educar, as falácias que criticam o livro didático só acabam por submeter aos próprios livros a ficarem guardados nas prateleiras das grandes bibliotecas.
Os versinhos atribuídos à Bárbara Heliodora, reduzem as críticas feitas aos livros didáticos:
Meireles (1984, pg. 155)
“Meninos, eu vou ditar
as regras do bom viver;
não basta somente ler,
é preciso meditar,
que a lição não faz saber:
quem faz sábio é o pensar.”
A gestão dos sistemas de ensino se coloca hoje como um dos fundamentos da qualidade da educação, como exercício efetivo da cidadania. Onde se situa um dos maiores desafios dos educadores: a democracia, assim como a cidadania, se fundamenta na autonomia. Uma educação emancipadora é condição essencial para a gestão democrática. Escolas e cidadãos privados da autonomia não terão condições de exercer uma gestão democrática, de educar para a cidadania. A abordagem da gestão democrática de ensino passa pela sala de aula, pelo projeto político-pedagógico, pela autonomia da escola.
O mundo, em constante transformação, traz questões que direta ou indiretamente estão relacionados à educação. O professor deixou, então de comparecer com um plano pré-estruturado para desenvolve – los com os alunos, seu trabalho passou a ser, basicamente o de ajudar o grupo a se organizar, integrando-se nele. A partir daí é o grupo que decide. Não se trata, portanto de os alunos decidirem e o professor providenciar. O professor passa a ser um elemento ativo do grupo, que participa dos trabalhos e das decisões, apresentando seus argumentos e experiências.
Hoje são estas as condições que a escola se propõe, despertar para a cidadania, formar cidadãos capazes de ler o universo sociocultural e econômico no qual estão inseridos, através da linguagem, mídia, livros, revistas entre outros é possível entender que através dos diversos e diferentes materiais pedagógicos não só o livro didático que o educador e educando tem como oportunidade para estar refletindo, pesquisando, indo em busca de resposta para a solução dos problemas, permitindo adquirir chaves de compreensão de seu mundo e obter relação com o conhecimento, desvelando a compreensão e recriando a realidade, ajudando a resolver situações-problemas através do pensamento crítico.
domingo, 18 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Tarefa 7: Paralelo entre os dados do estado de SC e o munícipio de Içara(SC).
TAREFA 7: Entre nos sites do MEC, INEP e Secretaria de Educação do Estado e do seu Município, para coletar informações sobre: funções docentes; nº professores habilitados e não habilitados em Matemática; e a remuneração que recebem. Trace um paralelo entre os dados dos institutos nacionais e os encontrados em âmbito estadual e local.
PARTE1: Analisando o Censo dos Profissionais do Magistério da Educação Básica 2003 contido no site http://www.inep.gov.br/basica/levantamentos/outroslevantamentos/profissionais_magis/default.htm, encontramos dados relacionados ao Estado de Santa Catarina.
Item (a): No arquivo “Sinopse profissionais do magistério3.pdf”, temos o número de profissionais do Magistério da Educação Básica que ministram Matemática:
Total = 4.118
Graduados = 3676 = 89,26%
Sem graduação = 442 = 10,73%
Item (b): Segundo o arquivo “Sinopse profissionais do magistério4.pdf”, temos o salário dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Regular:
Ensino Fundamental:
- 1ª. a 4ª. série = R$ 772,10
- 5ª. a 8ª. série = R$ 832,88
Ensino Médio = R$ 894,83
PARTE2: No Município de Içara (SC), analisamos os dados do censo de 2006:
NÚMERO DE PROFESSORES NO MUNICÍPIO DE IÇARA (censo 2006)
PROFESSORES CEI E DE 1ª A 4ª SÉRIE
NÍVEL Superior = 169
NÍVEL Médio = 4
PROFESSORES 5ª A 8ª SÉRIE
NÍVEL Superior = 98
NÍVEL Médio = 8
Total Graduados = 267 = 95,69%
Total Sem Graduação = 12 = 4,31%
MUNICÍPIO DE IÇARA (salário do PROFESSOR com carga horária de 20h):
PROFESSORES 1ª A 4ª SÉRIE
SUPERIOR PEDAGOGO = R$ 895,26
MAGISTÉRIO = R$ 639,47
PROFESSORES 5ª A 8ª SÉRIE
SUPERIOR = R$ 822,18
NÃO HABILITADO (ENSINO MÉDIO) = R$ 593,80
PROFESSOR ADMITIDO EM CARÁTER TEMPORÁTIO - ACT
HAB/ COD VALOR
L. PLENA (300) = 830,20
L. CURTA (200) = 650,35
C. SUPERIOR (150) = 747,18
S. HABILITAÇÃO (100) = 585,31
2º GRAU (30) = 509,46
S. HABLITAÇÃO = 458,51
PARTE3: Confrontando dados do censo de 2003 de SC e os dados do censo de 2006 de Içara, podemos verificar que Içara possui apenas 4,31% de professores sem graduação, um percentual muito abaixo em relação ao estado de SC que é de 10,73%.
Quanto aos salários, verifica-se que de 1ª. a 4ª. série o salário dos professores de Içara é R$ 123,16 maior em relação ao salário estadual. Já de 5ª. a 8ª. série o salário é praticamente o mesmo, com uma diferença de apenas R$ 10,70.
PARTE1: Analisando o Censo dos Profissionais do Magistério da Educação Básica 2003 contido no site http://www.inep.gov.br/basica/levantamentos/outroslevantamentos/profissionais_magis/default.htm, encontramos dados relacionados ao Estado de Santa Catarina.
Item (a): No arquivo “Sinopse profissionais do magistério3.pdf”, temos o número de profissionais do Magistério da Educação Básica que ministram Matemática:
Total = 4.118
Graduados = 3676 = 89,26%
Sem graduação = 442 = 10,73%
Item (b): Segundo o arquivo “Sinopse profissionais do magistério4.pdf”, temos o salário dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Regular:
Ensino Fundamental:
- 1ª. a 4ª. série = R$ 772,10
- 5ª. a 8ª. série = R$ 832,88
Ensino Médio = R$ 894,83
PARTE2: No Município de Içara (SC), analisamos os dados do censo de 2006:
NÚMERO DE PROFESSORES NO MUNICÍPIO DE IÇARA (censo 2006)
PROFESSORES CEI E DE 1ª A 4ª SÉRIE
NÍVEL Superior = 169
NÍVEL Médio = 4
PROFESSORES 5ª A 8ª SÉRIE
NÍVEL Superior = 98
NÍVEL Médio = 8
Total Graduados = 267 = 95,69%
Total Sem Graduação = 12 = 4,31%
MUNICÍPIO DE IÇARA (salário do PROFESSOR com carga horária de 20h):
PROFESSORES 1ª A 4ª SÉRIE
SUPERIOR PEDAGOGO = R$ 895,26
MAGISTÉRIO = R$ 639,47
PROFESSORES 5ª A 8ª SÉRIE
SUPERIOR = R$ 822,18
NÃO HABILITADO (ENSINO MÉDIO) = R$ 593,80
PROFESSOR ADMITIDO EM CARÁTER TEMPORÁTIO - ACT
HAB/ COD VALOR
L. PLENA (300) = 830,20
L. CURTA (200) = 650,35
C. SUPERIOR (150) = 747,18
S. HABILITAÇÃO (100) = 585,31
2º GRAU (30) = 509,46
S. HABLITAÇÃO = 458,51
PARTE3: Confrontando dados do censo de 2003 de SC e os dados do censo de 2006 de Içara, podemos verificar que Içara possui apenas 4,31% de professores sem graduação, um percentual muito abaixo em relação ao estado de SC que é de 10,73%.
Quanto aos salários, verifica-se que de 1ª. a 4ª. série o salário dos professores de Içara é R$ 123,16 maior em relação ao salário estadual. Já de 5ª. a 8ª. série o salário é praticamente o mesmo, com uma diferença de apenas R$ 10,70.
terça-feira, 22 de abril de 2008
PCC: Estudo de Caso
Entrevista com uma professora da rede pública:
1. Qual a função social da sua escola?
Auxiliar na construção de cidadãos, valorizando sua interação com as informações variadas, buscando uma sociedade crítica, mais humanizada e com desenvolvimento sustentável.
2. Você considera sua atividade profissional como educativa?
Sim. Como professora exercemos múltiplas funções dentro de nossa profissão: somos orientadores, amigos e educadores. Acredito ser humanamente impossível se relacionar com pessoas durante um bimestre inteiro sem ter um contato mais carinhoso, conselheiro, mesmo sabendo que nosso trabalho consiste em mediar a construção do conhecimento.
3. Como seu trabalho entrelaça a cultura escolar com a cultura da escola?
Na vivência diária com as “escolas” descobrimos aos poucos como devemos direcionar nossas habilidades didáticas e nosso relacionamento com alunos, direção, etc. Mesmo conhecendo a Cultura Escolar (aparentemente parecidas), a convivência com realidades diferentes (cultura da escola), exige uma adaptação do método docente, evitando problemas futuros nas interações sociaise buscando um melhor aproveitamento dos educandos.
4. A comunidade participa da escola?
A interação comunidade-escola nunca esteve tão atual “na moda e na mídia” como agora. Mesmo assim, na prática a participação da comunidade é mínima: algumas campanhas de conscientização (exemplo: combater a dengue), movimentos de solidariedade (Exemplo: arrecadação de recursos para famílias carentes), e reuniões de pais. Talvez a vida atual muito corrida, o egoísmo capitalista e o individualismo que nos cerca, sejam as forças principais que separam a escola de seus principais interessados.
5. Os alunos participam da organização/gestão?
A cultura de cada escola é diferente, mesmo assim segundo minha experiência, em todas que trabalho ou já lecionei a participação do aluno é mínima. Sugestões são ouvidas sim, mas essa interação não é cotidiana. E nesta escola atual que leciono, infelizmente não foge à regra.
6. Como você caracteriza a relação entre professores e alunos?
Partindo do princípio de que toda generalização é burra, existem “alunos e alunos”, logo as relações são diferenciadas. Em algumas turmas a aula acontece com mais alegria, interação, descontração, enquanto em outras assumir uma postura mais rígida se faz necessária para um melhor aproveitamento da aula.
7. Como você caracteriza a relação entre alunos e direção? E a relação entre professores e direção?
As culturas das escolas fazem toda a diferença nessas relações. Em minha escola atual todos conversam, trocam sugestões, e têm relações de companheirismo.
8. O que você considera mais relevante no contexto político e pedagógico da escola?
Francamente falando, este documento que deveria ser construído, discutido e reformulado por todo o corpo escolar é algo desconhecido na escola que leciono. Não sei se existe, nem seus pontos fortes ou fracos. A ausência desse documento é um erro coletivo, eu admito.
Análise da equipe Pitágoras utilizando a entrevista:
Com tantas respostas obtidas necessitamos fazer uma relação com a disciplina de organização escolar, onde concluímos que a escola é uma instituição social que trabalha com o conhecimento historicamente organizado. Ela só tem sentido se articulada com a sociedade. Nas quais os conteúdos trabalhados na escola estão presentes nas práticas sociais. Cada professor tem um papel fundamental nesse processo. Sua forma de atender e entender os alunos, sua forma inclusiva de trabalhar, sua capacidade de perceber e ler a realidade social e intervir para transformá-la, acreditando na possibilidade de mudança. Desenvolvendo um ensino de qualidade, capaz de ajudar os alunos a desenvolverem capacidades cognitivas e operativas para interagir na resolução dos problemas do seu dia-a-dia. Para tal, os profissionais da educação, a partir da pesquisa constante da sua própria prática, devem pensar novas formas de trabalhar, de modo a atingir o perfil cognitivo dos alunos, trabalhando conteúdos significativos que os ajudem a avançar em relação a sua realidade imediata estabelecendo relações com o contexto social mais amplo.
Quando perguntada, sobre a participação dos alunos na organização/gestão escolar, a resposta foi curta e sem rodeios: “a participação dos alunos é mínima. As sugestões são ouvidas, mas a interação não é cotidiana. A relação entre professores e alunos é diferenciada. Em algumas turmas as aulas acontecem com mais alegria, interação, descontração, enquanto em outras assumem uma postura rígida onde se faz necessária para um melhor aproveitamento da aula.”
Quando menciona o fato de utilizar uma postura mais rígida frente a determinadas turmas, a entrevistada mostra uma realidade da educação nacional, que enfrenta sérios problemas de indisciplina de alunos, mostrando o total desrespeito aos educadores.
Quando a escola procura realizar um trabalho de mediação, cujos pressupostos são interação, vistas no sentido de contribuir com a autonomia dos indivíduos, faz um percurso de mediação pedagógica, buscando atingir determinados fins, em direção a um trabalho voluntário e intencional para que o aluno torne-se ativo na busca e aquisição de informação, na significação do conhecimento, na reflexão das práticas sociais, capaz de relacionar conceitos teóricos com realidades práticas, de produzir conhecimentos mudanças, relacionando e contextualizando experiências dando sentido às diferentes práticas da vida cotidiana; crítico na sua capacidade de considerar e olhar para os fatos e fenômenos sob diferentes ângulos; pesquisador, aberto ao diálogo, capaz de comparar posições e teorias e resolver problemas, e desenvolver competências pessoais e profissionais, agir voluntariamente e compreender a destinação de todas as suas ações, tanto individuais como para a vida em sociedade.
Quando perguntamos o que é considerado como mais relevante no contexto político pedagógico da escola. Obtivemos como resposta que “é um documento que deveria ser construído, discutido e reformulado por todo o corpo escolar”. Porém é visto como algo desconhecido, relatando ainda saber da existência do erro, mas tem consciência que este é um erro coletivo. É de fundamental importância que a escola se organize de forma a proporcionar condições para uma ampla participação de professores, alunos, especialistas, funcionários, pais, representantes dos diferentes segmentos sociais da comunidade, todos trabalhando em função de um objetivo comum, onde num esforço coletivo se decidam as linhas mestras norteadoras da ação educativa. Nesse sentido, o projeto político-pedagógico deve fundamentar-se em pressupostos filosóficos e metodológicos que objetivem a qualidade de vida e a realização humana. O projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. Ele deve garantir a unidade de ação na escola, ou seja, nortear as ações de seus agentes. Portanto, isto exige a definição clara dos objetivos e metas a serem atingidas pela comunidade interna e externa daquela unidade escolar. Intenção, esta, expressa num compromisso sócio-político-educacional daquela população envolvida no processo de planejamento. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. É pedagógico no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias para que a unidade escolar cumpra seus propósitos e sua intencionalidade.
1. Qual a função social da sua escola?
Auxiliar na construção de cidadãos, valorizando sua interação com as informações variadas, buscando uma sociedade crítica, mais humanizada e com desenvolvimento sustentável.
2. Você considera sua atividade profissional como educativa?
Sim. Como professora exercemos múltiplas funções dentro de nossa profissão: somos orientadores, amigos e educadores. Acredito ser humanamente impossível se relacionar com pessoas durante um bimestre inteiro sem ter um contato mais carinhoso, conselheiro, mesmo sabendo que nosso trabalho consiste em mediar a construção do conhecimento.
3. Como seu trabalho entrelaça a cultura escolar com a cultura da escola?
Na vivência diária com as “escolas” descobrimos aos poucos como devemos direcionar nossas habilidades didáticas e nosso relacionamento com alunos, direção, etc. Mesmo conhecendo a Cultura Escolar (aparentemente parecidas), a convivência com realidades diferentes (cultura da escola), exige uma adaptação do método docente, evitando problemas futuros nas interações sociaise buscando um melhor aproveitamento dos educandos.
4. A comunidade participa da escola?
A interação comunidade-escola nunca esteve tão atual “na moda e na mídia” como agora. Mesmo assim, na prática a participação da comunidade é mínima: algumas campanhas de conscientização (exemplo: combater a dengue), movimentos de solidariedade (Exemplo: arrecadação de recursos para famílias carentes), e reuniões de pais. Talvez a vida atual muito corrida, o egoísmo capitalista e o individualismo que nos cerca, sejam as forças principais que separam a escola de seus principais interessados.
5. Os alunos participam da organização/gestão?
A cultura de cada escola é diferente, mesmo assim segundo minha experiência, em todas que trabalho ou já lecionei a participação do aluno é mínima. Sugestões são ouvidas sim, mas essa interação não é cotidiana. E nesta escola atual que leciono, infelizmente não foge à regra.
6. Como você caracteriza a relação entre professores e alunos?
Partindo do princípio de que toda generalização é burra, existem “alunos e alunos”, logo as relações são diferenciadas. Em algumas turmas a aula acontece com mais alegria, interação, descontração, enquanto em outras assumir uma postura mais rígida se faz necessária para um melhor aproveitamento da aula.
7. Como você caracteriza a relação entre alunos e direção? E a relação entre professores e direção?
As culturas das escolas fazem toda a diferença nessas relações. Em minha escola atual todos conversam, trocam sugestões, e têm relações de companheirismo.
8. O que você considera mais relevante no contexto político e pedagógico da escola?
Francamente falando, este documento que deveria ser construído, discutido e reformulado por todo o corpo escolar é algo desconhecido na escola que leciono. Não sei se existe, nem seus pontos fortes ou fracos. A ausência desse documento é um erro coletivo, eu admito.
Análise da equipe Pitágoras utilizando a entrevista:
Com tantas respostas obtidas necessitamos fazer uma relação com a disciplina de organização escolar, onde concluímos que a escola é uma instituição social que trabalha com o conhecimento historicamente organizado. Ela só tem sentido se articulada com a sociedade. Nas quais os conteúdos trabalhados na escola estão presentes nas práticas sociais. Cada professor tem um papel fundamental nesse processo. Sua forma de atender e entender os alunos, sua forma inclusiva de trabalhar, sua capacidade de perceber e ler a realidade social e intervir para transformá-la, acreditando na possibilidade de mudança. Desenvolvendo um ensino de qualidade, capaz de ajudar os alunos a desenvolverem capacidades cognitivas e operativas para interagir na resolução dos problemas do seu dia-a-dia. Para tal, os profissionais da educação, a partir da pesquisa constante da sua própria prática, devem pensar novas formas de trabalhar, de modo a atingir o perfil cognitivo dos alunos, trabalhando conteúdos significativos que os ajudem a avançar em relação a sua realidade imediata estabelecendo relações com o contexto social mais amplo.
Quando perguntada, sobre a participação dos alunos na organização/gestão escolar, a resposta foi curta e sem rodeios: “a participação dos alunos é mínima. As sugestões são ouvidas, mas a interação não é cotidiana. A relação entre professores e alunos é diferenciada. Em algumas turmas as aulas acontecem com mais alegria, interação, descontração, enquanto em outras assumem uma postura rígida onde se faz necessária para um melhor aproveitamento da aula.”
Quando menciona o fato de utilizar uma postura mais rígida frente a determinadas turmas, a entrevistada mostra uma realidade da educação nacional, que enfrenta sérios problemas de indisciplina de alunos, mostrando o total desrespeito aos educadores.
Quando a escola procura realizar um trabalho de mediação, cujos pressupostos são interação, vistas no sentido de contribuir com a autonomia dos indivíduos, faz um percurso de mediação pedagógica, buscando atingir determinados fins, em direção a um trabalho voluntário e intencional para que o aluno torne-se ativo na busca e aquisição de informação, na significação do conhecimento, na reflexão das práticas sociais, capaz de relacionar conceitos teóricos com realidades práticas, de produzir conhecimentos mudanças, relacionando e contextualizando experiências dando sentido às diferentes práticas da vida cotidiana; crítico na sua capacidade de considerar e olhar para os fatos e fenômenos sob diferentes ângulos; pesquisador, aberto ao diálogo, capaz de comparar posições e teorias e resolver problemas, e desenvolver competências pessoais e profissionais, agir voluntariamente e compreender a destinação de todas as suas ações, tanto individuais como para a vida em sociedade.
Quando perguntamos o que é considerado como mais relevante no contexto político pedagógico da escola. Obtivemos como resposta que “é um documento que deveria ser construído, discutido e reformulado por todo o corpo escolar”. Porém é visto como algo desconhecido, relatando ainda saber da existência do erro, mas tem consciência que este é um erro coletivo. É de fundamental importância que a escola se organize de forma a proporcionar condições para uma ampla participação de professores, alunos, especialistas, funcionários, pais, representantes dos diferentes segmentos sociais da comunidade, todos trabalhando em função de um objetivo comum, onde num esforço coletivo se decidam as linhas mestras norteadoras da ação educativa. Nesse sentido, o projeto político-pedagógico deve fundamentar-se em pressupostos filosóficos e metodológicos que objetivem a qualidade de vida e a realização humana. O projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. Ele deve garantir a unidade de ação na escola, ou seja, nortear as ações de seus agentes. Portanto, isto exige a definição clara dos objetivos e metas a serem atingidas pela comunidade interna e externa daquela unidade escolar. Intenção, esta, expressa num compromisso sócio-político-educacional daquela população envolvida no processo de planejamento. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. É pedagógico no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias para que a unidade escolar cumpra seus propósitos e sua intencionalidade.
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Crônica do filme: Ponto de Mutação
Desde há muito tempo usamos uma visão mecanicista do mundo, pensamento iniciado por Descartes no século XVII. Essa visão mecânica das coisas da vida foi e erroneamente continua sendo a predominante no mundo científico, e assim difundida às pessoas comuns. Visão equivocada sim, pois o mundo e seus sistemas complexos avançam mais rápidos que a percepção humana. Mesmo assim, continuamos a viver e aprender nas cartilhas escolares que o avanço da ciência significaria o avanço da raça humana. Não questionamos se a nova descoberta científica é de fato uma evolução, se realmente está direcionada a combater os problemas sociais, e estudar a questão ética e moral. Como por exemplo, devemos nos perguntar se a fissão nuclear, ou o acúmulo de plutônio vale tanto a pena. É claro que não, basta compararmos o benefício e o risco mil vezes maior de se estudar e trabalhar com tais questões letais à sobrevivência da raça humana.
A questão ética e a colaboração em enfrentar os problemas das pessoas deveria ser o guia e o caminho que a ciência deveria seguir, porém o que se vê é a intenção primordial de se atender aos interesses capitalistas que financiam pesquisas científicas na busca de obterem mais lucro. O mais espantoso disso é que não discutimos ética e valores morais nas universidades. Essa discussão essencial para a vida e senso crítico das pessoas, infelizmente não faz parte do conteúdo estudado, que se concentra em matérias técnicas voltadas à preparação de mão-de-obra que se encaixe nessa máquina que movimenta o capitalismo.
Precisamos ter uma nova ciência que não divide o todo em partes (visão cartesiana), mas sim entender que os problemas complexos se inter-relacionam, isto é, que a natureza é formada por uma teia de relações que são totalmente interdependentes. Não se deve estudar um membro isoladamente, mas sim compreender qual o seu papel no sistema maior organizado. Assim como também nas salas de aula, deveríamos incentivar o intercâmbio entre disciplinas distintas a fim de buscar um propósito maior e mais próximo da organização existente na natureza.
Durante muito tempo nos foi ensinado que saber é poder (lembramos muito bem do dia em que ouvimos isso de professores da universidade!), porém não devemos aceitar essa idéia. Na verdade, essa é uma idéia individualista (e que o capitalismo tanto incentiva) que deixa em segundo plano o propósito de benefício para a humanidade. É uma busca egocêntrica e mesquinha que põe em risco a natureza e a raça humana.
O que precisamos é de uma sociedade sustentável, ou seja, de uma ciência nova que satisfaça as necessidades humanas sem prejudicar as gerações futuras.
A questão ética e a colaboração em enfrentar os problemas das pessoas deveria ser o guia e o caminho que a ciência deveria seguir, porém o que se vê é a intenção primordial de se atender aos interesses capitalistas que financiam pesquisas científicas na busca de obterem mais lucro. O mais espantoso disso é que não discutimos ética e valores morais nas universidades. Essa discussão essencial para a vida e senso crítico das pessoas, infelizmente não faz parte do conteúdo estudado, que se concentra em matérias técnicas voltadas à preparação de mão-de-obra que se encaixe nessa máquina que movimenta o capitalismo.
Precisamos ter uma nova ciência que não divide o todo em partes (visão cartesiana), mas sim entender que os problemas complexos se inter-relacionam, isto é, que a natureza é formada por uma teia de relações que são totalmente interdependentes. Não se deve estudar um membro isoladamente, mas sim compreender qual o seu papel no sistema maior organizado. Assim como também nas salas de aula, deveríamos incentivar o intercâmbio entre disciplinas distintas a fim de buscar um propósito maior e mais próximo da organização existente na natureza.
Durante muito tempo nos foi ensinado que saber é poder (lembramos muito bem do dia em que ouvimos isso de professores da universidade!), porém não devemos aceitar essa idéia. Na verdade, essa é uma idéia individualista (e que o capitalismo tanto incentiva) que deixa em segundo plano o propósito de benefício para a humanidade. É uma busca egocêntrica e mesquinha que põe em risco a natureza e a raça humana.
O que precisamos é de uma sociedade sustentável, ou seja, de uma ciência nova que satisfaça as necessidades humanas sem prejudicar as gerações futuras.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Registro de Bruna: aspectos semelhantes e diferentes na escola
Toda escola tem educadores, alunos, familiares, gestão pedagógica e administrativa, funcionários, secretaria, biblioteca, serviços gerais, arquitetura é sempre a muito parecida, toda escola possui todos esses elementos que são os aspectos semelhantes entre si. As escolas se diferem nos significados que os atores atribuem aos espaços construídos.
Registro da Bruna: experiências escolares como estudante e como professora
Minhas experiências na escola quanto aluno sempre foram boas, aprendi muito com meus professores, aprendi a respeitar, aprendi coisas novas que não sabia, aprendi a escrever a estudar, aprendi ler, aprendi somar diminuir, multiplicar, dividir, aprendi regras do português, aprendi historia a cultura aprendi geografia biologia, hoje tudo que sei devo aos meus professores aos livros a minha dedicação de aluna, somando todas essas experiências que não cabem aqui no papel resultam na pessoa que sou hoje, batalhadora, esforçada, com objetivos a alcançar.
Como professor não posso falar nada, pois ainda não sou.
Como professor não posso falar nada, pois ainda não sou.
Experiências profissionais e expectativas em relação à disciplina
Meu nome é Bruna Ferreira de Souza tenho 23 anos moro em Criciúma, quanto a minha experiência profissional é de pouca valia para o curso, pois nunca lecionei, então não posso falar nada sobre isto, atualmente trabalho na Unimed uma empresa de médicos cooperados, faço parte de um setor chamado Contas Médicas, onde faço conferência de pagamentos, mas pretendo no futuro ser professora por isso estou neste curso de Licenciatura em Matemática.
Minhas expectativas em relação à disciplina de organização escolar são de obter um conhecimento aprofundado sobre a escola e seus educadores durante as ultimas décadas para que eu possa ter uma visão sobre experiências escolares, exemplos pelos quais possa seguir ou não. Espero que esta disciplina ajude na minha formação como professor para que eu possa reproduzir o processo de aprendizagem das crianças e jovens de forma clara, humana, afetiva, qualitativa, etc. Espero que eu compreenda melhor o que é educação, escola, organização escolar para poder ser uma boa professora.
Minhas expectativas em relação à disciplina de organização escolar são de obter um conhecimento aprofundado sobre a escola e seus educadores durante as ultimas décadas para que eu possa ter uma visão sobre experiências escolares, exemplos pelos quais possa seguir ou não. Espero que esta disciplina ajude na minha formação como professor para que eu possa reproduzir o processo de aprendizagem das crianças e jovens de forma clara, humana, afetiva, qualitativa, etc. Espero que eu compreenda melhor o que é educação, escola, organização escolar para poder ser uma boa professora.
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